Ela mudou as roupas, o modo de andar, pintou o cabelo, passava mais maquiagem, mudou o jeito de pensar de falar e até de agir, mudou seu jeito, mudou tudo, só pra disfarçar o que não havia mudado ainda, o coração.
Não sou capaz de falar metade das palavras bonitas que guardo para muitas pessoas. Não sei se você me entende, mas dizer palavras bonitas não depende somente de nós. Porque o outro precisa entrar na sintonia, sentir como nós, receber da mesma forma que estamos enviando. Entende isso? As palavras precisam fazer valer, e nem sempre me arrisco a desperdiçá-las.
Não é que eu goste de complicar as coisas, elas é que gostam de ser complicadas comigo.
Que a dor seja uma velha amiga, que só mande notícias de vez em quando. Que a angústia seja só teatro assistido, e que não cobre os aplausos das mãos de amar. Que a inveja seja míope, e tropece sempre que nos ouvir sorrindo. Que o ódio durma, durma no porão do rancor e que ali tenha sono eterno. Que o romance seja cobertor de nossas friezas, e que até nas lágrimas haja o doce sabor do perdão. E por mais que as armadilhas e acasos da vida nos estremeçam, sejamos rocha. Sejamos um do outro. A eternidade é só o vento que nos sopra…
É melhor calar-se e deixar que as pessoas pensem que você é um idiota do quer falar e acabar com a dúvida.
Querido diário, hoje eu me convenci que tudo bem em desistir. Não correr riscos. Ficar na zona de conforto, sem dramas, não é a hora. Mas os meus motivos não são motivos, são desculpas. Eu só estou me escondendo da verdade.